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Galeria de Pinturas
Disponibilizamos algumas de nossas pinturas, porém esta página ainda
está em construção.
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ALMA-DE-GATO
Piaya Cavana
Ave das mais vistosas, com comprimento de 47 centímetros,
cabendo dois terços à cauda. Andam em casais ou solitários,
na mata e à beira da mata. Esta espécie de ave tem grande habilidade
em pular e correr pela ramagem sendo muitas vezes confundida
com um esquilo. A maioria vem ao solo para se alimentar. O macho,
ao cortejar a fêmea, entrega-lhe uma lagarta. Durante o período
de reprodução, podem piar durante horas seguidas, quase sem
parar. Costumam também imitar vozes de outras aves. |
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AVOANTE
Zenaida auriculata
É uma espécie de pomba e mede 21 cm. É um pouco maior que
a Rolinha. Alimenta-se geralmente de graminhas, sementes e frutinhas.
É considerada importante dispersora de sementes. Infelizmente
esta espécie de ave é também facilmente envenenada por sementes
tratadas com agrotóxicos. Voa bem, como todas as pombas, com
vôos rasantes e movimenta-se no solo com passinhos miúdos e
rápidos. Como são aves de áreas um pouco mais áridas, costumam
procurar por mananciais distantes entre 30 e 40 km. Durante
o acasalamento, o macho faz reverências diante da fêmea e os
casais são inseparáveis. No Nordeste, a Avoante aparecia aos
milhares, atraída pela frutificação do marmelo. As aves foram
tão caçadas para alimentação que atualmente estão mais escassas. |
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CARCARÁ
Polyborus plancus
Com 56 centímetros e 123 centímetros de envergadura, o Caracará
é considerado uma ave de rapina. É onívoro, alimentando-se tanto
de animais mortos como vivos. É bastante útil na natureza, pois
aprecia muitos tipos de animais, inclusive em início de decomposição.
Seu ninho é toscamente construído. Geralmente criam um único
filhote por ninhada. O macho adulto pesa cerca de 600 gramas
e necessita de 100 gramas de carne por dia (equivalente a duas
rolinhas), enquanto a fêmea, que pesa um quilo, requer de 150
a 180 gramas diárias. Assim, se a fêmea consumir um pombo (cerca
de 300 gramas), ela jejuará no dia seguinte ou caçará apenas
uma presa pequena. Nenhum animal na natureza exagera na alimentação,
consomem apenas o que realmente necessitam. |
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MARIQUITA
Parula pitiayumi
Pertencem ao grupo dos agitados pula-pulas, e são bastante
inquietos em seu comportamento. Medem mais ou menos 10 cm e
passariam despercebidas nas copas das árvores, não fosse por
seu canto incansável, inclusive nas horas mais quentes do dia.
Alimentam-se de insetos bem pequenos e lagartas procuradas muitas
vezes na parte inferior das folhas. É interessante que também
gostam da excreção adocicada dos pulgões. O ninho é feito em
forma de uma cestinha aberta dentro de bromélias ou entrelaçado
nas tranças da barba-de-velho. Os ovos são brancos salpicados
de roxo. |
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PAVÃO-DO-MATO
Pyroderus scutatus
É uma ave belíssima de aproximadamente 46 centímetros, sendo
que a fêmea é menor. Por causa da destruição ambiental e da
caça, o pavão-do-mato está se tornando muito raro, pois necessita
de áreas amplas de mata para sua sobrevivência. No Embu têm
sido vistos, sozinhos ou aos pares, próximos às árvores frutificando,
tais como, pitangueiras, amoreiras, caquizeiros e também palmeiras.
Pode ficar muito tempo parado em algum galho mais ou menos próximo
da árvore em questão, bem quieto, fazendo a digestão, o que
torna o momento extremamente propício para tirar belas fotos.
Tipicamente come as mesmas frutas que os tucanos. Durante a
época de acasalamento, inflam a região da garganta, dando um
efeito ainda mais exuberante às plumas avermelhadas. |
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PIA-COBRA ou CANÁRIO-DO-BREJO
Geothlypis aequinoctialis
O Pia-cobra habita áreas associadas à água, preferindo brejos
com arbustos ou moitas de capim, matas ribeirinhas e buritizais.
É insetívoro, com um bico fino e forte, bem adaptado a esta
dieta de insetos. Na época de acasalamento o macho muda o seu
comportamento, que normalmente é tímido e recluso, e sobe em
galhos ou gramas expostas, e canta desinibidamente. Os seus
ninhos são tecidos em forma de tigela funda e aberta, dentro
de moitas de capim. |
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PICA-PAU-DE-BANDA-BRANCA
Dryocopus lineatus
É ave muito útil na natureza, pois sem os pica-paus os insetos
carunchados se multiplicariam sem controle. Com pancadas ligeiras,
a árvore é primeiro perscrutada para descobrir os pontos carunchados
e então começam as marteladas sonoras que são ouvidas ao longe,
e põem a descoberto as larvas e os besouros que constituem sua
alimentação. Seu bico pontiagudo funciona como uma pinça e a
língua, que é extremamente longa, pode ser até cinco vezes maior
que o bico. Árvores mais velhas e também as consideradas mortas
pelos seres humanos são de importância fundamental para os pica-paus.
Tanto para sua alimentação, quanto para a reprodução, pois são
estas árvores que são procuradas para fazerem os ninhos. |
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PITIGUARI
Cyclarhis gujanensis
O detalhe interessante do Pitiguari é o gancho na ponta do
bico utilizado para agarrar sua presa. Ele costuma ficar escondido
entre a folhagem das árvores, e passaria despercebido, não fosse
por seu canto que é muito expressivo e contínuo. Vive à beira
da mata, parques e quintais bem arborizados. Come insetos e
larvas além de lagartas, inclusive as peludas que ele caça com
movimentos deliberados, exibindo um temperamento mais calmo
que a Mariquita. Aprecia também frutinhas. Tem 16 cm. |
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QUERO-QUERO
Vanellus chilensis
Com 37 cm é uma das aves mais estimadas nas fazendas. Vive
em campos, banhados e capinzais, alimentando-se de insetos e
outros artrópodes encontrados no solo. Fazem seus ninhos no
solo, em local seco. Os ovos são manchados de maneira a se confundirem
com o local, ficando camuflados, e têm o formato de pião ou
pêra. O macho torna-se extremamente agressivo para defender
sua prole. Inclusive tem dois ganchos avermelhados na curva
da asa que ele exibe para os invasores. Se a demonstração de
superioridade não funcionar o Quero-quero tenta atrair os inimigos
para longe de seu ninho e finge que não poderá escapar da perseguição.
Seu nome "Quero-quero" é de origem onomatopéica, isto
é, sua pronúncia imita o som feito pela ave, sendo repetido
incessantemente durante o dia e às vezes também à noite. |
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SABIÁ-LARANJEIRA
Turdus rufiventris
O Sabiá-Laranjeira é uma ave muito popular no Brasil. Tanto
que foi oficialmente escolhida como ave símbolo do nosso país.
Vive na mata, nos quintais, parques e cidades. Seu canto é forte,
melódico e contínuo cantando o ano todo. O ninho é feito com
raízes, vegetais e musgo, reforçado com barro, em formato de
tigela funda com paredes grossas. Os ovos são verde-azulados
e os filhotes deixam o ninho após mais ou menos 17 dias. Esta
espécie de sabiá tem 25 cm. Alimenta-se dos frutos de diversos
tipos de árvores tais como: embaúba, falsa-erva-de-rato, pimenta-malagueta,
amoras, os coquinhos de vários tipos de palmeiras, e aprecia
laranjas e mamões maduros. Também come insetos. |
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SAÍRA-AMARELO
Tangara cayana
Vivem aos pares ou em pequenos grupos, freqüentando árvores
com frutos maduros. Além de se alimentarem de diversos tipos
de frutinhas, folhas, botões e néctar, apanham insetos e lagartas,
sobre as folhas ou debaixo delas. Por isso são freqüentemente
vistos suspensos de barriga para cima, enquanto se alimentam,
pendurados nos galhos. Têm 14 centímetros e vivem na capoeira,
cerrado e quintais. Há 29 espécies de saíras e são aves que
chamam muito a atenção devido ao seu belíssimo colorido. Embora
seja auxiliada pelo macho, a fêmea é a principal responsável
pela construção do ninho, incubação dos ovos e aquecimento dos
filhotes, enquanto o macho permanece nas proximidades auxiliando. |
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SANHAÇO-CINZENTO
Thraupis sayaca
É um dos pássaros mais abundantes do Brasil e representa a
subfamília Thraupinae, em grande parte aves de belíssimas cores.
Vive nas árvores tanto em campos na área rural, quanto em cidades.
A sua cor sugere o céu azul. Além de apreciarem frutinhas, também
caçam insetos em pleno vôo, tais como cupins em revoada ou borboletas.
Seu ninho geralmente se parece com um cesto aberto e bem elaborado,
construído numa forquilha de árvore. O casal é responsável pela
alimentação dos filhotes que deixam o ninho após 20 dias. O
tamanho do Sanhaço-Cinzento é 17,5 cm. |
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TANGARÁ-DANCARINO
Chiroxiphia caudata
Pássaro conhecido por suas danças. O macho tem colorido intenso,
azul turquesa, preto e branco, com um topete vermelho no alto
da cabeça. Durante a dança de acasalamento, diversos machos,
às vezes até seis, com um dominante, fazem uma dança muito bem
coordenada, que dura 30 segundos até dois minutos, podendo ser
repetida diversas vezes. A fêmea é verde-escura, discreta na
aparência, garantindo assim a sua sobrevivência e a da prole,
pois apenas ela é responsável pela nidificação. Constrói uma
cestinha numa forquilha bem alta, utilizando-se de teias de
aranha para colar o material da construção. |
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TESOURÃO
Eupetomena macroura
É uma das maiores espécies dos maravilhosos beija-flores,
medindo 18 cm. Sua cauda é quase 2/3 do seu tamanho total. A
base da alimentação dos beija-flores é o açúcar, fornecido através
do néctar das flores. Ao colocar o bico dentro das flores, sua
testa fica cheia que pólen, assim ele vai polinizando muitas
espécies de flores. No entanto, além de néctar, os beija-flores
também se alimentam de insetos, inclusive os mosquitos responsáveis
pela transmissão da dengue e da febre amarela. A observação
do vôo dos beija-flores serviu como modelo para a invenção do
helicóptero. Para que se mantenham imóveis no ar eles batem
as asas, formando um oito, para que cada batida os levante para
cima. |
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TICO-TICO
Zonotrichia capensis
Encontrado praticamente em todas as regiões do Brasil, o Tico-Tico
é um pássaro muito popular e estimado, por seu convívio muito
próximo ao ser humano. Ficou famoso no exterior por causa da
canção de Carmen Miranda: "Tico-Tico no Fubá". Constrói
seu ninho com muito cuidado, com raízes finas e palhinhas, revestido
com ervas, pêlos e crinas de animais, em arbustos, moitas, capins,
barrancos e também no chão. É hospedeiro do chopim, cuja fêmea,
assim que descobre um ninho feito e já com ovos, entra sorrateiramente
e deposita lá um ovo seu em meio aos demais. É, portanto, comum
vermos um tico-tico adulto alimentando uma ave preta a qual,
apesar de ainda filhote é bem maior que seus supostos pais.
Alimenta-se de besouros, formigas, larvas e diversas espécies
de insetos e inclusive de fubá. Vive em áreas abertas como campos,
jardins e praças, saltitando pelo chão, geralmente um casal
ou grupinhos de três ou quatro. Mede 15 cm. |
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TUCANO-DE-BICO-VERDE
Ramphastos dicolorus
Tucanos alimentam-se de diversos tipos de frutos, tais como:
os frutos da figueira, imbaúba, goiaba, coquinhos das palmeiras,
palmito, etc., tornando-se seus dispersores. Além disso, comem
também ovos dos ninhos de outras aves menores e também filhotes
pequenos. É comum tucanos serem vistos perseguidos por outras
aves com intenso alarido e sinal de protesto. Os tucanos chamam
muita atenção por seu colorido e pelo tamanho de seu bico, o
qual, em algumas espécies, pode mesmo exceder seu tamanho. Por
ser uma ave muito bela e colorida é objeto do tráfico de animais
silvestres, um crime que movimenta milhões de dólares anualmente. |
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TUIM
Forpus xanthopterygius
O Tuim é considerado o menor psitacídeo do Brasil, país mais
rico do mundo nesta família de aves, cujos maiores representantes
são as araras. O macho tem grande área azul na asa e no baixo
dorso, enquanto a fêmea é quase totalmente verde, com área amarelada
na cabeça e nos flancos. O tuim vive à beira da mata e é inquilino
regular do João-de-barro, pois costuma ocupar ninhos vazios
desta ave, além de instalar-se também em ocos de cupinzeiros.
Os filhotes abandonam o ninho com cinco semanas e se separam
dos pais apenas quando estes começam de novo a acasalar. Até
então são vistos sempre voando juntos. Os tuins vivem em bandos
e, sempre que pousam, se agrupam em casais. |
Fontes:ORNITOLOGIA BRASILEIRA – Helmut Sick
Guia de Campo Aves da Grande São Paulo – Edson Endrigo e Pedro F. Develey
Marc Egger - especialista em observação de aves
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